sábado, 26 de março de 2011

A visão reducionista do nosso futebol

Considero o Daniel Portela um grande fisiologista do nosso futebol, porém a idéia que ele tem sobre a Periodização tática parece-me equivocada. Nos vídeos abaixo, ele e o também fisiologista Marcos Serra, concedem entrevista ao site do professor Artur Monteiro, e mostra total falta de conhecimento acerca do assunto. Um estudo epstemológico sobre a a Periodização tática e, a partir daí, compará-la com outras metodologias, periodizações, seria o mais sensato a se fazer. A ''preocupação física'' sempre vai existir em qualquer que seja a metodologia empregada, porém na Periodização tática não é ela quem rege toda a preparação e sim a dimensão TÁTICA, o JOGAR. A visão cartesiana ainda impera no nosso modo de treinar futebol e isso ainda levará um tempo para ser mudado. Como falei anteriormente: Não acredito que exista certo ou errado no futebol. Creio na visão que cada um  tem do que realmente é o futebol!









quinta-feira, 17 de março de 2011

Exercício intersetorial

“Agora, inventar arte e maneira:
De juntar o acaso e a certeza,
Leve nisso, ou não leve, a vida inteira”
(José Saramago cit. Frade, 1990:9)




Este exercício é parecido com um que postei anteriormente, só que neste utilizamos o 1-4-3-3. Temos como objetivos nesse trabalho a circulação de bola, pressing, retirada da bola de pressão e mobilidade ofensiva. Jogadores do meio jogam na área demarcada (3x3). Vermelhos tentam marcar gols nas mini-balizas. Azuis tentam tomar a posse de bola e retirá-la da zona de pressão, ligando nos atacantes e juntando-se a eles, começando assim uma situação 6x4.

O que é certo ou errado no futebol?

Estamos em 2011 e deparamo-nos com um presente futebolístico ainda retrógrado, apesar das mudanças ao longo do tempo. A falta de conhecimento dos que dirigem as equipes (corpo técnico e diretoria),  não deixa ocorrer as transformações necessárias para um avanço que é inevitável.

Costumamos, no futebol, ''enfeitar demais o pavão'': GPS, lactímetro, fotocélulas etc. e perdemos o foco no principal: o jogar futebol! Não entendo o treinar de uma forma para jogar de outra. Qual o sentido desta prática, ainda muito comum?




Creio que a mudança provoca medo, desconforto, insegurança. Afinal, é mais cômodo e fácil,  ''fazer o que todos fazem''. O estudo aprofundado do futebol exige esforço e dedicação. Isso não ficou para todos. Creio no treino como espelho do jogo e no jogo como reflexo do treino! Não estou entrando no mérito do que é verdadeiro ou falso, do que é certo ou errado. Estou, apenas, entrando na lógica do jogo e partindo disso, tirando minhas conclusões e seguindo minha metodologia de trabalho.

Critico a resistência ao novo, mesmo lembrando uma frase do Vitor Frade: Não temos necessidade daquilo que desconhecemos. Critico, pois, desta forma, a falta de gana pela busca ao conhecimento, do aperfeiçoamento contínuo, do intercâmbio. A informação e o conhecimento estão logo ali, para quem quiser e tiver disposição. Falta-nos, também, a coragem de acreditar em algo e por em prática.''Cada verdade tem o seu momento mas quando se elege uma verdade deve-se defendê-la em todo o momento” (Valdano, 1998).


Afinal, o que é certo ou errado no futebol? Não acredito que exista um ou outro. Creio na visão que cada um  tem do que realmente é o futebol!

terça-feira, 1 de março de 2011

O principal diferencial de José Mourinho

Venho aqui, somente transcrever esse excelente artigo que professor Alcides Scaglia disponibilizou no site: www.universidadedofutebol.com

Treinos devem preparar para as situações e problemas do jogo
“Treino é treino, jogo é jogo!”. Este é um dos adágios populares mais alardeados nas searas futebolísticas. Jornalistas, técnicos, jogadores, torcedores... Já escutei esta frase de todos eles. Contudo, o problema não se resume no reproduzir este ditado, mas em acreditar nele.
Esta máxima, se levada ao pé da letra, me permite concluir que não tem sentido treinar. Se o treino é circunscrito em si, ou seja, tem um fim nele mesmo, não mantendo relação com o jogo, treinar passa a ser apenas ocupação de tempo ocioso antes do jogo, pois o mesmo não prepara os jogadores para enfrentar os problemas do jogo.
José Mourinho, mesmo não utilizando este adágio, disse de outro modo a mesma coisa em um pequeno trecho do livro “Um ciclo de vitórias”. Em 2000, depois de sua estréia com derrota no Benfica, Mourinho constatou que faltava hábito de trabalho no clube e para isto justificou-se destacando a falta de agressividade (importante não confundir com violência) nos treinos.
“(...) havia a questão da agressividade no treino, que era inexistente. Algumas ‘individualidades’ simplesmente não queriam que houvesse o mínimo de agressividade nos treinos. Resultavam daí que treinavam sem caneleiras, logo sem contacto e sem situações competitivas. Os treinos no Benfica eram, no mínimo, caricatos. Diariamente, um grupo de bons rapazes dava uns toques na bola, fazia umas corridas e era tudo”.
Para entender melhor o que disse Mourinho, recorri às inquietações filosóficas de nosso filósofo da Educação, o professor Paulo Guiraldelli Jr., que em uma de suas aulas na TVfilosofia (www.tvfilosofia.blog.br), disse que o conceito de  filosofia poderia se resumir na desbanalização do banal. Ou seja, o filósofo quer dizer que o trivial (banal), o comum, o corriqueiro, o habitual, passa a incomodar o filósofo, que então se debruça a investigar e desvendar o que o senso-comum encobriu.
Por meio da afirmação do filósofo Paulo Guiraldelli Jr., posso inferir que Mourinho filosofou a respeito dos treinamentos no Benfica (que pode ser generalizado para uma grande quantidade de clubes). Ele exatamente desbanalizou o banal ao abordar algo óbvio, mas que ninguém, via, vê ou quer ver.
No futebol os treinos e seus objetivos são banalizados. Pode-se dizer isto no sentido de que os mesmos não se preocupam necessariamente em manter uma relação com o acaso e as exigências presentes no jogo. Por exemplo, nos treinos reina a previsibilidade, no jogo impera a imprevisibilidade.
Explico: desde a rotina da semana, passando pelo aquecimento, treinos físicos, treinos técnicos, treinos táticos, até a nutrição antes do jogo, são previsíveis, no sentido de sempre se repetirem, enquanto que o jogo é marcado por situações inesperadas e irredutíveis, logo nunca uma mesma jogada se repete, uma mesma ação é reproduzida, ou mesmo, um gol igual ao outro é convertido.
Na imensa maioria dos clubes a preparação física acontece desintegrada das demais preparações (técnica, tática e emocional) e longe do campo de jogo, sem bola, e ainda mais, por incrível que possa parecer, com a imposição autoritária do técnico impedindo o preparador físico de literalmente por as mãos na bola.
Já no jogo os jogadores jogam com o físico, a técnica, a tática e o emocional integrados. Não há possibilidade de no jogo de futebol separá-los em partes, reduzi-los a momentos em que as valências físicas possam ser isoladas dos demais componentes do jogo, sem ser influenciada pelos mesmos.
Os treinos técnicos são analíticos, repetem-se movimentos de forma descontextualizada do jogo, ou melhor, treina-se a reprodução de movimentos fechados, padrões gestuais são preestabelecidos. Adestra-se uma habilidade fechada. Desse modo, formam-se exímios malabaristas com a bola nos pés e inaptos jogadores.
No jogo são exigidas habilidades abertas, pois as exigências de execução são sempre variadas e requerem constantes adaptações, ajustes inesperados. Logo, se os jogadores nos treinos não são estimulados a potencializar suas respectivas capacidades adaptativas, estes se apresentam como inadequados, ou até contraproducentes na perspectiva de altos rendimentos.
Já os treinos táticos realmente não exigem a utilização de caneleiras, como advertiu Mourinho, pois, na maioria deles, os marcadores fazem sombra aos atacantes titulares, ou seja, apenas acompanham a jogada, dando azo até às típicas situações constrangedoras em que, se a sombra for muito grande em tamanho e menor em idade e o jogador titular muito pequeno em atitude e vontade, este humilha esse.
Fala-se aos quatro cantos do mundo da bola que estes treinos táticos ensaiados e coreografados já foram alvo de crítica de um dos paradoxais gênios do nosso futebol brasileiro. Diz-se que Garrincha certa vez, depois de participar de um desses treinos perguntou ao técnico se já haviam combinado também com o time adversário.
Garrincha foi e é motivo de piadas e chacotas no meio futebolístico em relação a sua hipotética limitação intelectual. Será que ele estava errado ao fazer esta colocação (se é que a fez na verdade)? Ou será que ele estava errado apenas na perspectiva do paradigma cartesiano, no qual impera a ordem linear? Pois, à luz do paradigma da complexidade descrito por Edgar Morin, seria somente combinando com o adversário para que se possa criar um ambiente para a materialização e transferência de conhecimentos da coreografia de acontecimentos ensaiados no treino para realidade do jogo.
O jogo sempre tende ao caos, à desordem. Os treinos criticados por Mourinho acercam-se da ordem, da linearidade. Até os treinos coletivos, que se caracterizam como jogo, muito raramente acontecem se levando em conta fatos que são corriqueiros, como, por exemplo, a desigualdade numérica. Uma equipe nunca treina como jogar com um ou dois jogadores a mais ou a menos, porém se depara inevitavelmente com esta situação quase que em todos os jogos.
Portanto, a partir da simples, da aparente constatação de que os jogadores do Benfica não usavam caneleiras (fato banal, invisível aos olhos positivistas) é possível entrever que a agressividade (no sentido de ações/desafios que põem o jogador em jogo) se apresenta como um importante indício que nos mostra o quanto os treinos não guardam semelhanças com o que acontece no jogo, logo desnecessários; logo caricatos.
Ao desbanalizar o treino banal, José Mourinho edifica e consolida sua peculiar metodologia de treinos. E, digo novamente, até de maneira inocente ele nos ensina como fazer para que as ações do treino possam ser transferidas para o jogo:
“Para dar um exemplo, imagine-se duas equipas, num quadrado de 30 metros de lado, onde cada uma delas tenta manter a posse da bola. Se eu reduzir o quadrado, de 30 para 10 metros de lado, modifico logo tudo porque os obrigo a uma maior proximidade entre eles, logo mais contacto físico, logo a mais competitividade, e por aí fora. Outra alteração que introduzi foi o uso obrigatório de caneleiras”.
Então posso concluir que o notório técnico português ressignificou o ditado popular que diz que treino é treino, jogo é jogo. Por intermédio de José Mourinho e sua inovadora metodologia o adágio passa a ser: “Treino é jogo, jogo é treino”.
Para interagir com o autor: alcides@universidadedofutebol.com.br

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Exercício


O atleta A faz o percurso nos cones e sai em velocidade para receber a bola e finalizar à gol. Feito isso, sai em velocidade para impedir o jogador B de finalizar (situação 1x1). O jogador B só sai em condução máxima quando a finalização for efetuada pelo jogador A. Inverte-se os lados a cada repetição. Esse exercício tem como objetivo a velocidade específica e estimular a transição defensiva (mudança de atitude ao perder a posse de bola).

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Exercício


Exercício que tem como objetivos: mobilidade ofensiva, retirada da bola da zona de pressão, pressing etc.
4 jogadores azuis (com uma bola cada) jogam individualmente contra 4 jogadores vermelhos em situação 1x1 sempre. Os jogadores azuis tem a ajuda de quatro jogadores fora do quadrado que servem como apoio. O tempo de exercitação é de 1'30''. Depois disso as equipes trocam de função: quem estava com a bola passa a ser apoio. Quem estava sendo apoio passa a marcar, e quem estava marcando fica com a bola.

A todos que me acompanham por esse blog, um ano novo cheio de boas e novas realizações. Que possamos, cada vez mais, superar as barreiras que aparecem em nosso caminho com sabedoria e discernimento.  Um grande abraço e feliz ano novo!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Empregando uma nova metodologia na pré-temporada

Estamos todos iniciando a fase de pré-temporada para o ano de 2011. Várias são as metodologias usadas por treinadores e preparadores físicos. Essa fase requer especial atenção por parte de todo o corpo técnico do clube, pois o sucesso da equipe na temporada depende muito desse período (mas não só dele). Durante muito tempo me vi preso a questões que nada tinham a ver com o jogo propriamente dito. A obsessão por curvas de treinamento, picos de forma, vo2máx, Limiar anaeróbico, etc. não me deixavam enxergar o principal: o jogo! Sempre gostei de ''treinar com bola'',  mas sempre com o pensamento voltado exclusivamente para a dimensão física. hoje, estou tendo a oportunidade de ''tentar'' implantar a periodização tática e enxergar o treino de uma forma mais específica (achava que já fazia isso, só por ''treinar com bola''). Deixar o modelo de jogo pretendido guiar o processo e não a dimensão física, é o primeiro passo para a compreensão da periodização tática. 

Na pré-temporada a questão da avaliação da forma física é levada muito à sério pelos preparadores físicos. Testes intermitentes em campo (YoYo test, soccer test etc.), testes de potência anaeróbica (300m, rast test etc.), testes em laboratórios (ergoespirometria, wingate, dinamômetro isocinético etc.), são exemplos mais comuns de avaliações utilizadas no Brasil.  A preocupação em atribuir  um nível de performance inicial aos jogadores, para só então, a partir daí, planificar toda a temporada parece-me, hoje, reducionista demais. O futebol é muito mais complexo. Durante minha trajetória profissional, nunca foi difícil observar atletas que nas avaliações eram os ''mais bem preparados'', terem desempenhos pífios nos jogos. E nunca foi raro ver o contrario acontecer também. Portanto observamos que, valorizar por demais somente uma dimensão parece ser um equívoco.       

A  interdependência volume/intensidade sempre se constituiu, também, numa preocupação exacerbada. Mourinho fala o seguinte sobre esse tema:

'' Existe a idéia comum de que o período preparatório difere do período competitivo em termos de volume e intensidade de trabalho. Refere-se a necessidade de se começar com volumes de trabalho elevados, mas com intensidades baixas, para depois, com a aproximação da competição, se inverter a lógica. Tudo isto é perspectivado segundo um ponto de vista puramente físico. Eu não acredito nisso e, para mim, os dois períodos são em tudo iguais. E o que eu entendo por intensidade difere totalmente do significado que normalmente se lhe atribui.(...) Eu parto do princípio de que a melhor forma de recuperar as perdas decorrentes das férias é trabalhar desde logo a intensidades máximas relativas, associadas àquilo que é a especificidade do nosso jogo. Portanto, não acredito no aumento do volume, nem na inversão do volume pela intensidade. Por exemplo, aquilo a que normalmente se chama resistência aeróbia e convencionalmente se diz conseguir com volume de trabalho também se consegue com a acumulação das intensidades máximas relativas.''  



As valências físicas são outro fator merecedor de atenção na periodização convencional ou  integrada. Na periodizaçao tática, essa dimensão vem por ''arrasto'', como consequencia de um treinamento que privilegia o todo, e não uma parte que se sobressai sobre o todo. Sobre isso, fala Mourinho:

''Eu não perspectivo a força, a resistência e a velocidade de um ponto de vista quantitativo, mas contextualizadas àquilo que é o futebol e, fundamentalmente, à nossa forma de jogar.''



Na periodização tática a dimensão física não é deixada de lado como muitos podem pensar, ela apenas não é encarada como ''a mais importante'' do processo. 

Em outra oportunidade, tentaremos aprofundar o assunto. Abraço!


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Exercício


Esse exercício, tem como objetivo a circulação da bola e mobilidade ofensiva, tentando entrar no bloco defensivo adversário. Jogo 3x3+1, onde a equipe de posse de bola tentará, através da circulação de bola, ''invadir'' o campo adversário. A equipe que pressiona tentará ficar compacta, evitando que o seu bloco defensivo seja furado. 
Um grande abraço e até o próximo post!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A extinção do preparador físico

          O futebol hoje está mais tático do que nunca. Sendo assim, o tempo dedicado aos treinamentos deve ser, cada vez mais, utilizado de forma qualitativa. Quando falo isso, refiro-me a treinar de forma racional e objetiva de acordo com a especificidade do desporto pretendido, no nosso caso o futebol. Hoje no site http://www.cidadedofutebol.com.br/ deparei-me com um interessante artigo: Preparador físico e auxiliar técnico? (que tem a autoria dos colegas Lucas Vinícius e Renato Buscariolli) que corrobora com o meu pensamento: o papel do preparador físico tradicional está com os dias contados!



          O futebol é muito complexo para nos preocuparmos somente quantitativamente. Quantas repetições temos q fazer? Em quanto tempo devemos realizar cada volta? Quantos saltos devemos realizar?



          A especificidade do futebol está intimamente ligada ao modo como a equipe joga. José Mourinho define a especificidade do futebol em ''ter uma metodologia de treinamento integralmente subordinada ao modelo de jogo.'' Se é dessa forma, temos que transformar a nossa sessão de treino num lugar onde os jogadores executem ações pertinentes ao modelo de jogo da equipe. Como posso treinar de maneira diferente do que pretendo? Se quero que minha equipe adquira hábitos, tenho que criar situações nos treinamentos, na qual os jogadores possam vivenciá-las e não só se deparar com a situação na hora do jogo. Sobre como criar essas situações (exercícios) Rui Faria (adjunto de José mourinho) tem a sua idéia:


''Fundamentalmente temos que perceber que o exercício quando surge já tem que estar configurado de modo a que os comportamentos que pretendemos em termos de princípio, de objectivo, se evidenciem, ou seja quando o estruturamos já críamos condições para que o que pretendemos surja com frequência. Isto é o mais importante, é a Especificidade do exercício e nós como treinadores, em função das nossas necessidades é que vamos elaborar o exercício de acordo com determinado objectivo.''


          Diante disso, como, ainda, perde-se tempo com corridas cíclicas que nada tem a ver com o jogo de futebol, excetuando-se o simples fato do futebol também utilizar-se da corrida? O preparador mais do que nunca tem que entender de futebol. A fisiologia é um suporte que precisamos, mas não a única ferramenta, ainda mais se utilizada de forma isolada.
          Por isso, não creio que a figura do preparador físico vá perdurar por muito tempo. Falo do preparador físico tradicional. O profissional descontextualizado com o todo. O separatista! Creio que o preparador físico passará a ser um fortíssimo adjunto do treinador. E não somente essa figura reducionista que hoje existe.


          Abraço e até o próximo post!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Exercício


Esse exercício tem a colaboração do treinador Miluir Macêdo. 

O objetivo principal é a posse de bola. Equipes jogam 4x4, ao sinal do treinador, a equipe de posse de bola (vermelha) deve finalizar em qualquer uma das balizas pequenas. A equipe azul além de ter a preocupação de tomar a posse deve estar atenta ao sinal do treinador e impedir a finalização. Contará ponto pra equipe vermelha se conseguir a finalização ou ponto para a equipe azul se este conseguir impedir, retomando a posse. 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Exercício específico





Esse exercício que posto hoje tem, como objetivo, o desenvolvimento da força rápida específica. Os jogadores são distribuídos no campo de acordo com as suas posições. O exercício começa com a bola no lateral (A) que realiza uma condução sinuosa por entre os cones e passa a bola no fundo para o médio direito (B) realizar o cruzamento. Depois do passe o lateral faz os saltos pliométricos e nas estacas realiza movimentos frente-costas / frente-lateral etc. e vai receber passe para finalizar a gol. Enquanto isso, na outra metade do campo, o médio do lado oposto (C) arranca para finalização. Colocam-se dois defensores e dois atacantes na linha de fundo para realizarem sprint até o sinalizador e retornar para receber cruzamento de (B). Todos os jogadores trabalham ao mesmo tempo em situações específicas.

Espero que tenham gostado e até o próximo post! Abraço!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Exercício específico






Nesse exercício jogam duas equipes com 4 jogadores no quadrado do meio. A equipe vermelha tenciona marcar gol em uma das duas goleiras pequenas, enquanto a equipe azul tenta tomar a posse da bola. Ao conseguir a bola a equipe azul, aciona a equipe branca (médios e laterais) em qualquer um dos lados, formando então, uma situação 3 x 2 (2 atacantes+1 Branco (que foi acionado) contra 2 defensores). A equipe que conseguir o objetivo (vermelho = marcar um gol nas goleiras pequenas/ azul = acionar a equipe branca) permanece no exercício, enquanto a outra troca de lugar com a equipe branca.

Variação: Pode-se aumentar o número de jogadores que atacam a baliza grande: O azul que acionar a equipe branca sai também para finalizar e coloca-se um terceiro defensor, criando-se uma situação 4x3.

Um grande abraço e até o próximo post.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Soccer Test

Hoje vou falar um pouco sobre SOCCER TEST. Esse teste é utilizado para avaliar a potência aeróbia em jogadores de futebol. Acho mais específico do que o yoyo test recovery, por conta da distância entre as linhas. No soccer test essa distância é de 15 metros, enquanto que no yoyo essa passa a ser 20 metros.



Abaixo segue um vídeo onde eu aplico este tipo de avaliação:




O SOCCER TEST é um teste de resistência desenvolvido pelo professor Turíbio Leite de Barros, para atletas de futebol, com base no estudo das exigências competitivas desse esporte. O teste consiste na realização de quatro corridas de 15 metros com intervalo de 10 segundos; o objetivo é fazer o maior número de repetições possíveis; a cada 240 metros (4 repetições) finaliza-se um estágio e com isso há um incremento de 1 km/h na velocidade de corrida no estágio seguinte; o teste começa com a velocidade de 9 km/h e termina com 20 km/h; exixte antes um período (estágio) de adaptação e aquecimento realizado a 8 km/h.
A velocidade da corrida é controlada mediante sinais sonoros (bips) gravados em um CD. O teste é encerrado quando o atleta não conseguir acompanhar a velocidade estabelecida.
O teste é realizado em campo de jogo com os atletas utilizando calçados apropriados para corrida na grama (chuteiras).
Critérios para a construção do teste
Em um estudo que analisou o perfil de movimentação dos atletas de futebol durante a partida, foi possível evidenciar que na média as corridas são realizadas em 12.3 metros, motivo pelo qual utiliza-se a corrida de 15 metros durante o teste. Os intervalos de 10 segundos devem-se ao fato de o tempo médio das paradas entre uma ação e outra serem de 8.4 segundos, valores esses representativos de um grupo de atletas profissionais do São Paulo Futebol Clube de diferentes funções táticas.
O soccer test nos fornece correlação com o vo2máx e resultados ideais por posições.

Valores por posições com referência à distância média percorrida no teste:
POSIÇÃO
DISTÂNCIA PERCORRIDA
Meias
1834
Laterais
1827
Volantes
1800
Zagueiros
1747
Atacantes
1671
Goleiros
1577

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Exercício específico



Jogador A (Laterais e médios) executam condução sinuosa, passam a bola para o atacante e vai ao fundo receber e realizar cruzamento. O atacante ao efetuar o passe vai para a finalização com o outro atacante e logo em seguida se desloca em velocidade para o outro lado do campo enferentar uma situação 2x2 com os defensores.
Espero que tenham gostado do exercício e até o próximo post. Abraços!!!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Exercício



Mais um exercício incentivando o pressing na marcação. Além de trabalhar a resistência especial, promove inúmeras contrações excêntricas otimizando, desta forma, a força específica do jogador de futebol.

Vamos ao exercício: Formam-se 3 equipes. A equipe verde ficará no meio, e desta sairá somente um jogador (A) para tentar tomar a posse de bola. Enquanto isso, a equipe vermelha tenta passar a bola por todos os seus jogadores antes de enviar ao outro lado do campo. Conseguindo esse feito quem irá pressionar desta vez será o jogador (B) e assim sucessivamente. Acontecendo a tomada da posse pelo jogador (B) por exemplo, o treinador colocará uma bola para o lado oposto do campo, e o jogo continua com o jogador (C) tentando desta vez a retomada. Cada equipe passará pelo centro 3 vezes (rodízio) por um período de tempo de 1'30'' em cada passagem.
Até o próximo post! Abraços!!!

sábado, 8 de maio de 2010

Exercício para o pressing e resistência especial


Este exercício visa estimular o treinamento do pressing sobre o adversário. Jogam duas equipes a dois toques, a cada passe efetuado o jogador terá que se deslocar até um dos cones que está fora da área de jogo e retornar o mais rapidamente possível. Durante esse percusso este atleta estará "fora do jogo" deixando, com isso, a sua equipe em inferioridade numérica. Este trabalho envolve um grande número de contrações excêntricas e desenvolve de maneira ótima a resistência especial do jogador de futebol.
Espero que tenham gostado e até o próximo post!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Exercício específico por posições

Exercício de força rápida específico por posições. Divide-se o grupo em A- laterais B- atacantes C- Médios e D- defensores. O exercício começa com o gupo B realizando saltos pliométricos e indo receber a bola de A, realizando em seguida, parede para C. Depois disso o PF realiza passe para B se deparar com uma situação 1x1 contra o defensor e finalizar a gol. Quanto ao jogador A, depois de passar a bola para B, sai em sprint para receber a bola no fundo e realizar cruzamento para C. Como especificado no desenho C faz uma corrida com mudança de direção e sai para receber a bola de B, para em seguida lançar ao fundo para A e arranca para receber cruzamento e finalizar a gol.
Espero que tenham gostado e até o próximo post! Abraços!!!

terça-feira, 23 de março de 2010

Resultado é tudo!


Incrível como o resultado final molda a opinião das pessoas. Não importam os meios para se atingir determinados objetivos. O resultado final é que dirá se somos competentes ou não. Em caso de resultado satisfatório, não se procuram avaliar quais os meios que foram adotados. Mas em casos de derrotas sim! Creio eu que no primeiro caso a cobrança deveria ser tão ferrenha quanto no segundo, pois só assim não teríamos espaço para acomodações e principalmente para práticas obscuras e antiéticas de se conseguir tudo a qualquer custo.
Na preparação física n é diferente. Tudo se resume ao resultado final de jogo. Infelizmente a arte da preparação física n é uma ciência exata. Queria eu que fosse, pois, assim saberíamos exatamente quando erramos, o que erramos e porque erramos! A preparação física é muito complexa para ser quantificável. Dependemos de vários fatores para que a equipe possa corresponder bem dentro de campo. Dentre essas variáveis podemos citar: A- modelo de jogo adotado (MJA) por nossa equipe; B- MJA pela equipe adversária; C- alimentação (suplementação em alguns casos); D- clima; E- coerência na hora do treinar; F- técnica; G- capacidade emocional; etc...
Mas tudo o que importa é o RESULTADO FINAL, e temos que ter isso em mente sempre se quisermos continuar ''vivos'' e atuantes em qualquer área profissional.
Abraços e até o próximo post!!!

Exercício de Resistência especial

Sem muito tempo para postar, retorno depois de mais de quatro meses do último post. Hoje colocarei mais um exemplo de exercício. Esse treinamento visa o desenvolvimento da resistência especial específica do jogador de futebol. Divide-se a equipe em 3 grupos. 2 grupos estarão a jogar em um campo de dimensões reduzidas em 3 minutos cada repetição. A terceira equipe estará alternando sprints e trote (fartlak) a cada 15'' durante os 3 minutos. Pelo caminho estarão estacas e escadas de coordenação para deslocamentos variados.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Exercício específico para o pressing e transições

Equipe vermelha tenta manter a posse de bola contra a equipe azul. Esta em inferioridade numérica tenta recuperar a bola o mais rápido possível. Isso acontecendo a equipe azul realiza um passe para o jogador que está descansando do outro lado do campo e sai em velocidade para jogar com ele. O vermelho faz a transição rapidamente para o lado também com o intuito de retomar a posse. Um jogador do vermelho fica em seu campo descansando, fazendo com que a sua equipe agora esteja em inferioridade numérica. Temos como resultado desse exercício o treinamento do pressing e transições ofensivas e defensivas, além das contrações excentricas que são povocadas, resistência especial, passe, circulação etc.
Um grande abraço a todos e até o próximo post!

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